quarta-feira, abril 11, 2018

Vitorioso...! Um ex-faxineiro que pode virar presidente do Brasil



Hum...! Pensando bem...! O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, que costuma dizer que a vida pública no Brasil é “um apedrejamento constante”. Porém, a partir da última  sexta-feira, ele entrou na roda dando  um passo que o coloca novamente na posição de alvo: filiou-se ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) e deve ser o candidato da sigla à Presidência da Republica no Brasil. Essa caminhada pode acabar no dia 7 de outubro, data de seu aniversário de 64 anos e também do primeiro turno das eleições. Se eleito, Barbosa será o segundo presidente negro da história do Brasil – o primeiro foi Nilo Peçanha, entre junho de 1909 e novembro de 1910.  Nascido em família pobre da pequena Paracatu (MG), pai pedreiro, primogênito de 8 irmãos, Barbosa foi faxineiro como a mãe, digitador em gráfica, estudante de Direito em universidade pública. Depois vieram o mestrado e o doutorado no exterior, o cargo de procurador da República, ministro da  Supremo Corte  Federal (STF) e, depois,  presidente  da Corte,  o primeiro negro nessa cadeira. Barbosa surge como possível candidato carregando uma imagem de luta contra a corrupção, perfil criado durante o julgamento do mensalão, que condenou petistas históricos à prisão pela primeira vez. Agora, desponta no cenário eleitoral no momento em que políticos e partidos tradicionais são alvo de denúncias, processos e prisões. Um deles, por exemplo, foi quem indicou Barbosa ao STF: o ex-presidente  Lula da Silva (PT),  teve sua prisão decretada. Sua postura “rígida”, condenando vários réus a anos de prisão, garantiu popularidade e capas de revistas semanais como um “homem que estava mudando” o país. Por outro lado, o conturbado julgamento também criou entre críticos uma imagem de juiz arrogante e intransigente. Um julgador que, ao defender suas teses, não aceitava opiniões contrárias. Foram muitas as discussões acaloradas com o também ministro do STF,  Ricardo Lewandowski, que era o revisor do processo.

Fonte: Blog do Robson Pires