quinta-feira, fevereiro 08, 2018

Batendo de frente...! Conselho Federal de Psicologia diz que a novela global ‘O Outro Lado do Paraíso’ presta desserviço a população brasileira!




Hum...! Batendo de frente...! Quem conhece do traçado sabe,  que não é de hoje que a TV Globo, tem errado feio nos seus enredos de problemas sociais cotidianos. Dessa ao Conselho Federal de Psicologia( CFP), divulgou na ultima segunda-feira,( 05/02), uma nota criticando a abordagem da emissora na trama de "O Outro Lado do Paraíso" nos temas abuso sexual e saúde mental. “O Conselho Federal de Psicologia entende que a telenovela, por se tratar de uma obra capaz de formar opinião, mas presta um desserviço à população brasileira ao tratar com simplismo e interesses mercadológicos um tema tão grave como o sofrimento psíquico de um personagem, cuja origem é o abuso sexual sofrido na infância”, diz a nota, publicada no site do órgão. Na trama de Walcyr Carrasco, o assunto é tratado na história de Laura (Bella Piero), uma jovem que sofreu abuso sexual do padrasto, Vinícius (Flávio Tolezani), quando era criança. Recém-casada com o médico Rafael (Igor Angelkorte), Laura não consegue se sentir plenamente confortável com o marido por causa do abuso que sofreu. Na semana passada, a mocinha do folhetim, Clara (Bianca Bin), conversou com a garota e sugeriu que ela procurasse a advogada Adriana (Julia Dalavia), que consegue acessar as memórias reprimidas de uma pessoa usando técnicas de coaching e hipnose. Coaches são profissionais que orientam seus clientes na vida pessoal e profissional, ensinando-os a subir na vida e a desenvolver determinadas características de sua personalidade, por exemplo. A nota do CFP critica a maneira como a TV Globo tratou a história. “São as novelas da Rede Globo que, como estratégia de elevar a audiência, frequentemente buscam embaralhar as barreiras do ficcional e do real”, continua o texto. “É consenso no Brasil que pessoas com sofrimento mental, emocional e existencial intenso,  devem procurar atendimento psicológico com profissionais da Psicologia, pois são os que têm a habilitação adequada.” “Saudamos como positiva a manifestação de diversos grupos e escolas de coaching, que, manifestando-se sobre o ocorrido, afirmaram compreender que os transtornos mentais devem ser cuidados por profissionais da saúde mental”, continua a nota. “O CFP faz um alerta à sociedade para que não se deixe iludir. As pessoas devem buscar terapias adequadas conduzidas por profissionais habilitados para os cuidados com a saúde, particularmente a saúde mental.”