sexta-feira, agosto 25, 2017

Pensando diferente...!Marco Pigossi fala de machismo, fama e legalização das drogas




Pigossi é a favor da legalização das drogas, um dos temas de A força do querer: " (Foto: Reprodução/ TV Globo)


Hum...! Pensando diferente ...! Pois é, comemorando 10 anos de carreira, o ator tudo de bom.com, Marco Pigossi, anda às voltas com os perrengues do Zeca de A força do querer, novela de Gloria Perez, na TV Globo. Modesto e sempre discreto, o galã conta que buscou no humor uma solução para amenizar o machismo do personagem. "Ele tem uma visão equivocada sobre a mulher na sociedade. Eu sou homem, querendo ou não, faço parte dessa sociedade machista. O que temos de fazer é ouvir as mulheres e nos colocarmos no nosso lugar". Pigossi garante que nunca deixou a fama subir à cabeça: " Sou muito tranquilo, nada vaidoso. Faço análise desde os 18 anos, acho que é fundamental para todo mundo, ainda mais nos dias loucos de hoje. A fama é uma consequência do trabalho. Há pessoas que gostam de se expor mais, eu respeito meu limite. Eu, como Marco, sou muito menos interessante que meus personagens. Acho que daqui a pouco a privacidade vai voltar a estar na moda. Acredito na função transformadora da arte, mas, infelizmente, nosso presidente confunde educação com cultura. A gente consome muita coisa que não é verdade, com esse volume de informação na internet. O que eu vejo é muita gente colocando o público contra os artistas agora. O artista luta pelo social. Mas fica parecendo que somos vagabundos e queremos só o dinheiro do governo. Há muita desinformação sobre as questões da Lei Rouanet. O Rio de Janeiro está com vários teatros fechados. Isso não é bom. Isso não é bom. Teatro é o contato de gente com gente, não tem interferência no meio. O global lacrou ao falar sobre a legalização das drogas. "É uma questão muito complexa. Acho que a legalização pode melhorar as coisas, mas isso precisa ser feito com educação e cultura. Eu sou a favor da legalização da maconha, seria vantajosa. Só não sei como ficaria o resultado aqui. Em outros países, já aconteceu de forma positiva. Então, sou mais aberto a ouvir e a entender. 

Fonte: Bruno Astuto