terça-feira, julho 11, 2017

No julho verde...! O mandato da deputada Cristiane Dantas, promoveu audiência publica para debater a prevenção e tratamento do câncer de cabeça e pescoço


cristiane agora


Hum..! No julho verde...! Com o intuito de aproximar a população do objetivo da campanha “Julho Verde”, de estimular o desenvolvimento de ações educativas voltadas para as políticas públicas de saúde, bem como de traçar um diagnóstico da nossa rede de atendimento e de cobrar ações mais eficazes na prevenção do câncer de cabeça e pescoço, a Assembleia Legislativa potiguar,  promoveu audiência pública, na tarde de ontem,  segunda-feira (10/07), por iniciativa do mandato da deputada Cristiane Dantas (PC do B). “As estatísticas desse tipo de câncer são preocupantes. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de boca é o segundo tipo mais frequente entre os homens, chegando a cerca de 18 mil novos casos por ano, no país. Entre as mulheres, tumores malignos na tireoide são os campeões, ficando em quinto lugar no ranking geral do instituto”, alertou a parlamentar. A deputada ressaltou também a importância do estreitamento de laços entre as secretarias municipais e a secretaria estadual de saúde, a fim de que,  os pacientes sejam encaminhados ao tratamento com a maior celeridade possível. O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP), Dr. Luís Eduardo Barbalho de Melo, informou que, nos últimos dois anos, nós tivemos 220 casos de câncer de boca, língua, cordas vocais e garganta, com a ocorrência de 75 mortes (o equivalente a 33%). “O Câncer de Cabeça e Pescoço não deve ser entendido como uma pena de morte. Temos pessoas na plateia que se curaram há 5, 10, 20 anos. Mas a saúde tem que chegar pra todos, não só para os que têm condições financeiras. Nós temos municípios com uma (1) consulta por mês de oncologia, apenas. Então é preciso que os gestores conheçam o perfil epidemiológico da sua região, a fim de cuidarem melhor da população”, disse o médico. O doutor Rostand Lanverly de Medeiros, cirurgião de cabeça e pescoço da Liga Contra o Câncer, fez uma explanação sobre um dos mais prevalentes câncer da cabeça e pescoço, que é o de laringe. “Essa é uma doença mais predominante nos homens (6 para 1), em que a idade média para o diagnóstico é de 60 anos. Sua representatividade é de 2% de todos os cânceres que atingem o corpo humano e de 25% dos cânceres de cabeça e pescoço”, esclareceu o médico. Além disso, ele informou que, dos pacientes com câncer de laringe, 83% são considerados curados, o que se torna possível, principalmente, com o diagnóstico precoce. O cirurgião completa que “cigarro e álcool são os principais inimigos. O cigarro sozinho aumenta as chances de contrair a doença em 10 vezes. Com cigarro associado ao álcool, a chance de ter câncer de laringe sobe para 25 vezes. O médico alertou, ainda, para os sintomas de rouquidão, dificuldade de engolir, dificuldade de respirar e nódulos no pescoço, que podem levar o paciente ao diagnóstico de câncer de laringe. A fonoaudióloga da Liga Contra o Câncer, Maria Alice Cavalcanti, explicou que a atuação dos profissionais da sua área acontece no pré e no pós-operatório. “Nós conversamos previamente, damos as informações ao paciente de como será a reabilitação e o tratamento pós-operatório e, 20 dias após a cirurgia, já recebemos o paciente e programamos a sua terapia”. Maria Alice esclareceu que “a cirurgia de retirada das cordas vocais causa muito impacto na vida do paciente. Ele sofre muito preconceito, porque a doença é visível, então há um problema emocional e físico. Por isso, o paciente necessita não só da fonoaudiologia, mas de uma equipe multidisciplinar, com psicóloga, nutricionista, assistente social, enfermeiros etc”. Além disso, ela destacou a possibilidade do paciente voltar a falar após o câncer de laringe, com a voz esofágica, a laringe eletrônica e a prótese vocal. Além da deputada Cristiane Dantas (PC do B), propositora da audiência, estiveram presentes o deputado Hermano Morais (PMDB), que destacou o “Julho Verde” como uma iniciativa importante para garantir mais informação para a população, melhores cuidados preliminares e tratamento mais rápido, e o vereador Aldo Clemente (PMB), que ressaltou a importância da legislação municipal no apoio à causa.