sábado, julho 15, 2017

Aplausos...! Liga Contra o Câncer no RN, completa 68 anos, mantendo o alto padrão de qualidade humanitária mesmo em meio à crise.




Hum...! Aplausos...! A Liga Norte Riograndense Contra o Câncer,  completa 68 anos de fundação na próxima segunda-feira( 17/07). Fundada em 17 de julho de 1949, passou de uma simples casa de recolhimento de cancerosos,  para se tornar o único Centro de Alta Complexidade em Oncologia (CACON) do RN, e grande referência em tratamento contra o câncer, tanto no aspecto quantitativo (volume de atendimento), quanto qualitativo (recursos técnicos) na região Nordeste . Reconhecida pela democratização do acesso à oncologia de ponta, a Liga é formada por 05  unidades, sendo uma de apoio humanitário: o Centro Avançado de Oncologia (CECAN), Hospital Dr. Luiz Antônio, Policlínica, Hospital de Oncologia do Seridó (em Caicó) e a Casa de Apoio Irmã Gabriela. Sociedade civil sem fins lucrativos, a Instituição realiza por ano um total geral 987.845 procedimentos realizados e destina cerca de 75% de seu atendimento a pacientes do SUS, como parte de sua missão de levar a melhor assistência oncológica a todos os cidadãos, independente da forma de acesso. Ao longo de sua história, a Liga conseguiu alcançar um nível de excelência raro para uma filantrópica, além de estar se reinventando e, com isso, conseguindo dar conta do vertiginoso crescimento da demanda, mesmo em meio às dificuldades enfrentadas no País. “Estamos diante de uma grave crise de financiamento na saúde, porém o paciente da Liga ainda não percebe esse cenário. Embora a situação seja muito preocupante, fazemos o possível para aumentar a produtividade e conseguir absorver o aumento de custos”, afirma o superintendente da Liga Norte Riograndense Contra o Câncer, Dr. Roberto Sales. Estimulando setores que trazem retorno em curto prazo, a Liga consegue atender mais pacientes com o mesmo custo fixo de anos atrás. “Exemplo disso é nosso serviço de diagnóstico por imagem, que cresceu mais de 11% na quantidade de procedimentos realizados em relação ao último ano, e o Hospital Luiz Antônio, que está hoje entre os dez que mais realizam cirurgias no País”, garante o Superintendente. Embora a Liga vivencie uma situação crítica de custeio, a Instituição ainda consegue sobreviver essencialmente do serviço que presta. “Mesmo com todo trabalho, temos um grande desafio, que é o financiamento de nossa estrutura. O enfrentamento do câncer exige recursos caros em equipamentos, medicamentos e equipe técnica. O custeio é complicado e os investimentos são ainda mais difíceis”, atesta Dr. Roberto Sales.

Assistência:

Apesar das dificuldades inerentes ao seu projeto, que conjuga sofisticação técnica com Filantropia, a Liga segue investindo e reforça o compromisso de oferecer ao seu paciente a melhor assistência possível, esteja ele em fase inicial ou terminal de tratamento. Diante disso, a Instituição vem investindo fortemente em seu Programa de Cuidados Paliativos – PCPE. Com o objetivo de melhorar a qualidade de vida do paciente em fase terminal, a Liga oferece esta forma de assistência na internação, formada por uma equipe com médicos paliativistas e oncologistas clínicos, médicos residentes das áreas de clínica, radioterapia e cirurgia geral, somada aos demais profissionais que compõe a equipe multidisciplinar. No decorrer da internação, o paciente recebe cuidados da equipe, tendo sua evolução clínica discutida pelos profissionais, com o intuito de promover melhor qualidade do processo de vida e morte, assistindo ainda sua família, que também vivencia suas dores e inquietações frente a condição de perda real de um ente querido. “Nosso Programa de Cuidados Paliativos é voltado para pacientes do SUS, com serviços de internação, clínica de dor, nutrição, e cuidados em geral, destinado a pacientes em fase avançada da doença. É mais um projeto inovador, que preza pelo bem estar do paciente, totalmente custeado peça Instituição”, garante Dr. Roberto Sales.

Números:

No último ano foram detectados na Liga 3.757 novos casos de câncer. Em termos de atendimentos especializados o volume também foi bastante significativo: mais de 257 mil aplicações de radioterapia, 44 mil ciclos de quimioterapia e mais de 13 mil cirurgias, além de um total geral de procedimentos realizados de 987.845. Isso tudo sem falar no aumento dos medicamentos e materiais hospitalares. Mesmo sendo uma instituição de direito privado, o trabalho da Liga Norte Riograndense Contra o Câncer é um bem público e segue com a missão de oferecer atenção oncológica de alto nível a todas as camadas da população.