sábado, junho 03, 2017

Manhã de terror...! A vereadora Izabel Montenegro de Mossoró/RN, narra terror vivido em sua casa, com a invasão dos bandidos.

Izabel-Montenegro-foto-de-Edilberto-Barros-e1496487224298

Hum...! Não escapa ninguém...! Momentos de terror. Bandidos armados, visivelmente nervosos e capazes de provocarem uma tragédia com eliminação de sua vida e de familiares. Essa é uma síntese da narrativa da presidente da Câmara Municipal de Mossoró(RN), Izabel Montenegro (PMDB), sobre arrastão de que foi vítima em sua casa à manhã de ontem (sexta-feira, 3). A vereadora reside à Rua Frei Miguelinho, bairro Doze Anos, em Mossoró(RN). Em seu relato, a parlamentar mossoroense, também se queixa quanto à insensibilidade de muita gente que parece se regozijar com o drama vivido por ela, familiares  e colaboradores:
"Ontem por volta de 05h30 min , da madrugada, eu estava aguardando o carro para me dirigir a Natal(RN), tinha compromissos no Tribunal de Contas do Estado (TCE) e na Assembleia Legislativa.Ia acompanhada do vereador-professor Francisco Carlos (PP). Ao ouvir a campainha tocar,  me encaminhei ao portão com a bolsa na mão para seguir viagem. Ao abrir o portão me surpreendi com 4 ou 5 elementos armados, já com o motorista rendido, anunciaram um assalto. Eram novos, nervosos, uns mascarados e outros de boné, me tomaram a bolsa, a aliança, e começaram a dizer que queriam ouro, televisões, celulares, dinheiro, “queremos tudo”! Pedi calma. Disse que eles podiam levar o que quisessem. Adentramos na casa, nesse momento, com o barulho, o meu marido acordou e apareceu no alto da escada, nossa casa é de primeiro andar, perguntando o que era aquilo, eu gritei: É um assalto, tenha calma que vai dar tudo certo! Eles foram até um quarto em que estava uma pessoa que mora conosco, tomaram o celular dela, a renderam e a colocaram de bruços, na sala, ela, meu marido e Gilson,  o motorista. Um dos assaltantes, com a arma na minha cabeça, foi até o meu quarto e perguntou pelas jóias. Eu mostrei uma caixa e disse que ali tinha poucas jóias, a maioria era bijuterias. Eles pegaram, tiraram a televisão da sala e colocaram-na no carro,  da minha filha. Pegaram o salário mínimo da nossa auxiliar,  que estava em uma gaveta e um resto de talão de cheques,  que tinha na minha bolsa. Pegaram o carro da minha filha, colocaram uma TV grande no banco detrás, e pediram o controle do portão para sair, eles não sabiam nem ligar o carro (é ligado em um botão). Eu falei para eles: “levem essa camionete; vocês não vão saber dirigir esse carro!” Eles concordaram. Tirei o carro da minha filha do meio, e eles se dirigiram para o carro que sugeri. Abri o portão da garagem, só que eles não sabiam dirigir carro automático e começaram a bater, nas paredes, no portão e em um poste que tinha na calçada, saída da garagem. Eles ficaram tão nervosos que o carro que tava dando cobertura ficou atrás da camionete e eles bateram nele também. Vendo que não conseguiam levar o nosso carro, saíram pelas janelas, nem as portas conseguiram abrir, e fugiram no carro que vieram. Graças a Deus ninguém saiu machucado fisicamente, já agradecemos muito a Nosso Senhor e a Nossa Senhora. O que mais me magoou nesse episódio foi ver comentários de postagem sobre o ocorrido de pessoas dizendo: “eu acho é pouco”, “agora pode ser que os politicos façam alguma coisa”, “os políticos não estão nem ai, vão botar mais segurança e blindar os carros”. Essas pessoas são piores que os assaltantes, pois estudaram, alguns em capitais onde o ensino é top; diante de comentários desse tipo não posso classificá-los de seres humanos sadios. Quem se regozija com a desgraça alheia é um ser normal?".

Por Carlos Santos