segunda-feira, setembro 12, 2016

Pensando diferente...!Cármen Lúcia assume STF com pauta ‘anticorporativista’


Indicada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra será a segunda mulher a presidir o STF em 125 anos.


Hum...! Pensando diferente...! Uma gestão anticorporativista, com redução nos gastos e fortalecimento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Esse é o estilo que a ministra Cármen Lúcia,  quer imprimir no seu mandato na  presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) nos próximos dois anos. Ela assume  o cargo hoje. Indicada pelo ex-presidente Lula, que foi convidado para a cerimônia de posse. Carmem Lucia será a segunda mulher a presidir o STF em 125 anos. Cármen é conhecida pelo estilo centralizador, rigoroso, que presta atenção nos detalhes, cobra resultados e tende a chamar para si todas as funções do gabinete, inclusive as administrativas. Não abraça pautas corporativas, como o aumento salarial dos ministros do STF.  Nos bastidores da Corte, a ministra já deu sinais de que vai cortar gastos. Outra diferença da sua gestão,  deverá ser o papel do CNJ, instituição voltada ao aperfeiçoamento do sistema judiciário e aplicação de medidas corretivas a juízes.  Cármen também definirá as prioridades da pauta de julgamento de uma Suprema Corte congestionada de processos. Sensível às questões sociais, a ministra já pediu urgência às autoridades na prestação de informações sobre o processo que discute o aborto para mulheres infectadas pelo vírus da zika. A questão penitenciária deverá ganhar destaque na sua gestão. Ela defende o fim dos partos dentro dos presídios. A ministra também já se posicionou a favor da fixação de mandato para ministros do STF; atualmente, o cargo é vitalício, com aposentadoria compulsória aos 75 anos. “Não espero ficar lá mais 15 anos, acho que saio antes disso”, disse Cármen, em entrevista à TV Brasil em março. Discreta, ela já avisou aos colegas que não gosta “muito de festas” e abriu mão do tradicional coquetel de comemoração à chegada à presidência, organizado pelas associações de magistrados. “Eu gosto é de processo”, já afirmou em sessão de julgamento.



Fonte: Estadão 
Foto: Carlos Humberto/STF