sábado, agosto 06, 2016

Lindo de se ver...! O presidente dos EUA, Barack Obama escreve texto sobre empoderamento feminino .


Barack Obama e as mulheres de sua vida: Michelle Obama e as filhas Sasha e Malia Obama (Foto:  Pool  / Getty Images)


Hum...! Um luxo de gente...! Quem conhece sabe que, que o blog ama os EUA e é fã de carteirinha do presidente tudo de bom.com, Barak Obama. Ao   defender  a escolha por Hillary Clinton, do partido Democrata, como a próxima presidenta dos EUA,  ele escreveu  um lindo texto,  sobre feminismo, O artigo assinado por ele,  foi publicado com exclusividade na"Glamour" americana,

"Ao longo da minha vida presenciei a transição de um mercado que basicamente condenava mulheres a cargos com baixos salários para um momento em que a população feminina configura quase metade da mão de obra em todos os setores, do esporte ao espaço, de Hollywood à Suprema Corte. Acabou a realidade de precisar de um marido pra ter dar um cartão de crédito. Aliás, mais do que nunca mulheres casadas ou solteiras, são financeiramente independentes. Mas, ao mesmo tempo, ainda existe muito a ser feito pra melhorar a vida de mulheres e meninas aqui e no mundo inteiro. Apesar de eu defender boas políticas, de igualdade de salário a proteção dos direitos reprodutivos, existem mudanças necessárias que não tem nada a ver com a criação de novas leis. Estou falando da mudança mais importante, e talvez a mais difícil de todas: mudar nós mesmos. As pessoas mais importantes na minha vida sempre foram mulheres. Fui criado por uma mãe solteira, que passou boa parte de sua carreira empoderando mulheres em países emergentes. Assisti a minha avó, que ajudou a me criar, subir no cargo até chegar a um glass ceiling (expressão que significa teto ou limite invisível. Neste caso, preconceito contra mulher). Vi como Michelle [sua esposa] equilibrou as demandas de uma carreira exigente com o cuidado com a família. Quando você é pai de duas meninas se torna mais consciente dos estereótipos que existem em relação aos gêneros em nossa sociedade. É possível enxergar os rótulos sutis e não tão sutis transmitidos por meio de nossa cultura. Sinto a pressão das meninas de se vestirem e se comportarem de uma determinada maneira. Precisamos mudar a atitude que ensina meninas a serem “reservadas” e homens, assertivos, e que critica nossas filhas que querem ter uma voz e os filhos que deixam uma lágrima escorrer. Temos que parar de punir mulheres por sua sexualidade e parabenizar homens pelo deles. É necessário mudar o pensamento que permite assédio feminino, seja na rua, seja na internet. Vamos parar de ensinar homens a se sentirem ameaçados pela presença e sucesso das mulheres. E mais: precisamos parar de bater palma pra homens que trocam fraldas e são pais presentes, enquanto criticamos mulheres que trabalham. Temos que mudar a atitude que valoriza confiança, competitividade e ambição no ambiente de trabalho – a não ser que você seja mulher. No caso delas, isso é ser “mandona”. Rotular pessoas e se entregar a pensamentos datados e noções rígidas sobre identidade não é bom pra ninguém – homem, mulher, gay, hétero, transgênero ou outra opção. Estes estereótipos limitam a nossa capacidade de sermos nós mesmos. Feminismo no século 21 é isso: quando todos são tratados iguais, somos todos mais livres."

Fonte: Glamuor