quinta-feira, julho 21, 2016

Nem pensar...! STF nega pedido de Eduardo Cunha para adiar depoimentos da acusação.






Hum...! Nem pensar...! O ministro presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, negou nessa quarta-feira, dia  (20/07), por motivos processuais, pedido feito pela defesa do deputado federal afastado,  Eduardo Cunha (PMDB-RJ),  para suspender os depoimentos de 11 testemunhas de acusação na ação penal,  em que o parlamentar é acusado dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Na decisão, o ministro entendeu que não cabe habeas corpus, recurso utilizado pela defesa de Cunha, contra decisão de outro membro da Suprema Corte. O mérito da questão não foi analisado. Cunha responde pelo suposto recebimento de US$ 5 milhões de propina em um contrato de navios-sonda da Petrobras. O primeiro depoimento deve ocorrer nesta quinta-feira , dia (21/07), na Justiça Federal em Curitiba(R. No dia 1º de agosto, serão ouvidos na Justiça Federal no Rio de Janeiro(RJ) o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, o ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa e o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano. O  outro delator, o empresário Júlio Camargo, que acusou Cunha de receber propina, falará à Justiça Federal em São Paulo(SP),  no dia 8 de agosto. Na última sexta-feira, dia  (15/07), os advogados de Cunha protocolaram petição para contestar a decisão do juiz Paulo Marcos de Farias, auxiliar do ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, que determinou o agendamento das audiências de testemunhas arroladas pelo Ministério Público Federal (MPF). 5 das 11 pessoas que devem depor,  são delatores na Operação Lava Jato. Segundo os advogados de Cunha, a decisão não poderia ter sido proferida durante o mês de julho, período de recesso no tribunal, pelo juiz auxiliar de Zavascki. Além disso, a defesa alega que não foi intimada sobre a decisão que autorizou as audiências. Após a  Suprema Corte,  receber o recurso, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também pediu o adiamento dos depoimentos por entender que as oitivas não poderiam ocorrer durante o período de recesso na Corte.

Fonte: Agência Brasil.