sábado, julho 30, 2016

De olho no fato...! Segurança olímpica sofre com improvisos a uma semana da Rio-2016




Hum...! Ainda fora do prumo...! Isso mesmo, faltando exatamente uma semana para o início da Olimpíada de 2016, o plano de segurança do evento,  passa por uma reformulação. Os problemas na elaboração do esquema de proteção da Olimpíada não são novos. Com a aproximação dos Jogos, entretanto, acabaram ficando mais frequentes. Motivaram assim ações emergenciais do governo em busca de soluções.  A última dessas ações foi a rescisão do contrato firmado pelo governo federal com a empresa Artel Recursos Humanos. A companhia havia sido contrata em junho, por R$ 21 milhões, para inspecionar bolsas e bagagens na entrada de arenas olímpicas,  usando aparelhos de raio-X. Deveria ceder 3.400 funcionários para o esquema de segurança da Olimpíada. Contratou apenas 500 homens . Acabou tachada de irresponsável pelo ministro, Alexandre de Moares, (da Justiça), em entrevista coletiva concedida por ele nesta sexta-feira, dia  (29/07), no Rio de Janeiro/RJ. Na entrevista, Moraes anunciou que 3.000 policiais militares, incluindo aposentados, serão enviados para prestar os serviços que seriam de responsabilidade da Artel. Ele não explicou, porém, que treinamento esses agentes receberão até que assumam as lacunas deixadas no esquema de segurança dos Jogos. O ministro também esquivou-se quando questionado sobre a quantidade de policiais que trabalharão na Olimpíada integrados à Força Nacional de Segurança. Formada por policiais cedidos de vários Estados, a Força tem papel central na proteção do evento. É ela quem vai fazer a segurança interna das arenas olímpicas. Seu efetivo na Rio-2016, contudo, passou por cortes motivados pela crise financeira de algumas unidades da federação e até por conta do impeachment de Dilma Rousseff. Inicialmente, a Força Nacional teria 9.600 agentes trabalhando na Rio-2016. Menos de um mês antes da Olimpíada começar, entretanto, foi divulgado que só 6.000 agentes trabalhariam nos Jogos. Estados em dificuldade financeira reduziram o envio de seus policias ao Rio de Janeiro(RJ). Governadores que haviam prometido à então presidente Dilma Rousseff ajudar na segurança olímpica também reviram seus planos dias antes de o presidente Michel Temer (PMDB) assumir o poder. Foi justamente por conta do corte do efetivo da Força Nacional que o governo contratou a Artel, cerca de dois meses antes do início da Rio-2016. A uma semana dos Jogos, a estratégia mostrou-se equivocada.Sem contar, com a ameaça de greve das  Forças Nacional, que mais uma vez o governo teve que agir de forma emergencial. Um decreto assinado pelo presidente Temer,  aumentou de R$ 220,00 a R$ 550,00 a ajuda de custo diária,  paga aos policiais enviados ao Rio. A ameaça de paralisação foi contornada. Apesar das autoridades afirmarem que a segurança da Rio-2016,  está garantida e planejada, entre eles, as falhas são admitidas. Na reunião, Moraes avisou ao governador carioca Dornelles,  que só na segunda-feira, dia ( 01/08),  a segurança olímpica deve estar normalizada. Vale lembrar que na próxima  sexta-feira, dia ( 05/07 ),  acontece a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, no Maracanã.



Fonte: UOL