quarta-feira, junho 29, 2016

Um vergonha mundial...! Quase 70 milhões de crianças morrerão até 2030, se o mundo não agir", diz Unicef




Hum...! Vergonha mundial...! Quase 70 milhões de crianças , morrerão antes dos 5 anos até 2030 e 167 milhões delas, viverão em pobreza extrema nesse ano,  se a comunidade internacional não investir já nas mais crianças pobres, alertou  o Fundo das Nações Unidas para a Infância ( Unicef ), neste terça-feira dia ( 28/06 ). Intitulado ´Uma oportunidade justa para todas as crianças´, o relatório anual do Unicef,  revela que, embora o mundo tenha registado progressos na infância, essas melhorias não foram uniformes e as desigualdades marcam a vida de milhões de crianças. ´Quando olhamos para o mundo de hoje, somos confrontados com uma verdade desconfortável, mas inegável: As vidas de milhões de crianças são arruinadas pelo simples fato de terem nascido num determinado país, comunidade, gênero ou circunstância´, escreve o diretor-geral da organização, Anthony Lake, no prefácio do relatório. Para ele, ´agora é o momento de agir´ porque, se o mundo não acelerar o ritmo de progresso, 69 milhões de crianças morrerão, em sua maioria de causas evitáveis, antes de completarem 5 anos, até 2030, o ano em que terminam os Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis, definidos no ano passado. Nesse mesmo ano, as crianças da África subsaariana terão 10 vezes mais probabilidade de morrer antes dos 5 anos do que as dos países ricos e 9 em cada 10 crianças condenadas a viver em pobreza extrema,  estarão naquela área, alertou Anthony Lake. Se nada for feito, mais de 60 milhões de crianças em idade escolar,  estarão fora da escola e cerca de 750 milhões de mulheres,  terão sido casadas na infância. O diretor-geral da Unicef sublinha que o futuro não tem de ser tão sombrio e lembra que muitos dos constrangimentos que impedem o mundo de ajudar estas crianças não são técnicos. ´São uma questão de compromisso político. São uma questão de recursos. E são uma questão de vontade coletiva´, alertou. O relatório revela que investir nas crianças mais vulneráveis pode produzir benefícios imediatos e a longo prazo, tanto para as próprias crianças como para a sociedade.. O prefácio do diretor-geral termina com um apelo: "Nós conseguimos. A injustiça não é inevitável. A desigualdade é uma escolha. Promover a equidade – uma oportunidade justa para cada criança, para todas as crianças – também é uma escolha. Uma escolha que podemos fazer e devemos fazer. Pelo seu futuro, e pelo futuro do nosso mundo".