sábado, junho 25, 2016

Entenda o caso...! Falando sobre:"Absolvições"


Hum...! Coisas de Françoís Silvestre...! "Um leitor novo do Blog, que mora longe daqui e me conhece de outros carnavais, pergunta “que história é essa de processos”? Tudo motivado pela notícia aqui posta sobre mais duas absolvições recentes. Explico. Quando assumi a Presidência da Fundação José Augusto, encontrei uma instituição abandonada pelo poder público estadual. Sem orçamento próprio e sem apoio eventual. Eu aceitei a função com algumas condições. Dentre elas, a implantação do Programa das Casas de Cultura, ideia antiga que me encafifava. A edição de uma Revista que aproximasse as “ilhas” do Estado. A Preá cumpriu esse papel. Restauração de equipamentos culturais abandonados, caso do Forte dos Reis Magos. Sem orçamento próprio, seria impossível fazer licitações. Ocorre que a Fundação possui uma Coordenação de Obras, tendo nos seus quadros engenheiros, arquitetos e mestres-de-obra. Pensei: é por ai. E planejamos um conjunto de obras por administração direta. Qualquer empreiteira trabalha com direito a lucro. A Fundação, não. E gasta com engenheiros e arquitetos. A Fundação tem engenheiros e arquitetos que ganham mensalmente, servidores efetivos. O que fiz foi colocá-los para trabalhar. Edificamos 14 Casas de Cultura e deixamos 26 em obras. Restauramos o Forte, Teatros, Barracão Público, memoriais e construímos o Teatro de Cultura Popular, o TCP. Durante três anos essas obras foram executadas sem que ninguém questionasse. Nem empreiteiras aliadas do governo, nem o Tribunal de Contas, nem o Ministério Público. Quando estourou o escândalo do Foliaduto, o MP montou uma força tarefa de investigação. E concluiu sobre meu total alheamento ao episódio. Tanto que sequer me indiciou. Contudo passou a examinar as obras feitas por administração direta e cada obra foi alvo de um processo, por inexigibilidade de licitação. Como realizei muito, são muitos processos. Não tivesse feito nada, como vem sendo feito desde que saí, estaria sossegado. Cada processo desses foi um inferno, menos para mim e mais para os meus. Fanfarra na mídia. Pois bem, caro amigo. Onze ou doze desses processos já foram julgados. Nenhuma condenação. Alguns já com confirmação na segunda instância. Recebo com alegria moderada e serenamente essas decisões da Justiça do meu Estado, Justiça de quem sempre esperei decisões justas. Alegria, pelo óbvio. Moderação, pois ser honesto é uma obrigação e não um favor. Com a gratidão aos meus Advogados, Francisco Nunes e Ésio Costa. E a emoção de ter sempre recebido a manifestação pública dos amigos. Os melhores amigos que alguém pode ter". Do Blog: Nesse a gente acredita e confia. 

Foto: Reprodução/Net